Rascunho de “Brasil”, novo livro de Diogo Cysne, chega a 100 mil palavras

Boa noite, caros.

Estou contente em dizer que, nesta quarta-feira, uns dois meses após dar início à escrita, o primeiro rascunho de meu próximo livro, “Brasil“, já alcançou metade de seu tamanho final previsto – o que significa, por enquanto, 100.000 palavras (209 páginas).

“Brasil” é minha maior e mais ambiciosa obra, com o potencial de ser, de longe, a melhor de minha carreira—incluindo todos os livros que ainda escreverei.

Não há muito espaço aqui para eu falar muito sobre o projeto, pois receio que gerarei mais dúvidas do que as responderei. Devo enfatizar que o volume intimidador (para alguns) não será nem de perto o tamanho final, que é sempre reduzido em 20-35% durante as revisões.

Deste modo, estimo que o livro final, pronto para envio a editoras ou venda em livrarias, terá cerca de 350-420 páginas (dimensões padrões de mercado).

E o livro está ficando bom, Diogo lindo?

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Com delicadeza vocês perguntam, com delicadeza eu respondo: sim. Ou, pelo menos, o processo de “rascunhamento” está sendo o melhor de minha carreira.

Quando autores adquirem suficiente familiaridade tanto com o hábito da escrita quanto com seu próprio estilo, acredito que, ao menos para a maioria, o processo de rascunho torna-se muito rápido e prazeroso. Para cada dia “ruim” que tenho, outros cinco maravilhosos se seguem, o que é uma proporção fantástica.

Não obstante, terminado o rascunho, o provável é que eu encontre uma bagunça ilegível onde antes achava haver um texto maravilhoso, o que me levará a um árduo e deprimente processo de revisão. Foi assim com “Brasiliana“, meu livro anterior, e possivelmente será ainda pior neste “Brasil” – pior, afinal, porque um rascunho mais rápido significa um texto menos caprichado.

Oh, não! Quer dizer que “Brasil” pode ir pro ralo?

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Ver sua obra não dar em nada é um risco que todo escritor corre ao iniciar um livro. São os ossos da profissão. É tolo quem desconsidera tal risco e desonesto quem faz pouco caso dele.

Ainda assim, o provável é que tudo termine muito bem e que “Brasil“, após numerosas correções, se torne o meu mais formidável trabalho. Ele tem escopo, ambição e inteligência para ser um dos melhores livros já escritos, então preciso somente “dar ouvidos” ao meu instinto e cuidar para não me desviar destas virtudes.

Brasiliana” é, de novo, um bom exemplo: seu texto foi atroz na primeira revisão e terminou muito bom após a sexta (contudo, ainda há espaço para aprimoramentos, creio).

Deste modo, meu lindo “Brasil” provavelmente será tudo aquilo que eu imaginei: o ápice de minha bibliografia, e o livro perante o qual muitos outros serão medidos. 😉

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Imagem: Renato Fraccari

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