A Chegada

VILLENEUVE, Denis. 2016.

O erro fatal deste filme é investir sua narrativa inteira no desfecho-“surpresa”; como este é trivial, todo o resto se torna trivial.

“A Chegada” é uma produção tecnicamente impecável de ponta a ponta; uma conquista, eu diria até, e a atriz Amy Adams merece um holofote permanente por sua incrível performance (o desnível em relação aos demais atores, porém, é um ponto ora contra o casting, ora conta o roteiro, que perde a mão na simplicidade estereotipada de muitos personagens). Nada disso, entretanto, redime este filme de seu investimento descomunal e insensato na grande “surpresinha” do desfecho, o twist para – supostamente – deixar a plateia boquiaberta. Como toda obra que negligencia narrativamente o resto da história em detrimento de sua conclusão, aquela é arrastada à mediocridade pela mediocridade desta. Com um final que não é nem surpreendente, nem inteligente, nem sequer satisfatório, portanto,.”A Chegada” é muita sedução a troco de nada.

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