Chi-Raq

LEE, Spike. 2015.

Um desserviço à causa a que afirma servir.

“Chi-Raq” começa dando a esperança de que não, não será tão pretensioso quanto os filmes que sustentam semelhantes teses. Em seu primeiro ato, indica até o potencial de um trabalho notável, mas então as inovações de estilo se acumulam ao ponto do exagero (resultando no “milagre invertido” de converter Samuel L. Jackson numa presença irritante) e tanto o roteiro quanto as atuações se transformam num sermão religioso. Os trinta minutos finais são os mais intragáveis que eu já vi nesse ano fora de uma novela mexicana, de modo que não é a temática, mas a natureza rasa, moralista, simplista e arrogante desta produção o que mais revolta o espectador.

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